" A ficção de H.P. Lovecraft trata-se do Mal, do Pior e do Terrível, sem nenhuma referência à trivialidade da vida cotidiana. Ele envolve seus personagens em sombras, sonhos, pesadelos, monstros e seres horrendos." Denise MG

 

 

Ampliando seus Horizontes Literários

Neste espaço, grandes poetas e escritores do Brasil e do mundo estão e estarão presentes. A amostra será composta de uma poesia ou texto de cada autor somada a uma breve biografia. Espero que apreciem e que conheçam diversos novos autores e trabalhos para compor seu acervo literário pessoal.

 

Howard Phillips Lovecraft

Ele consegue "provocar" a imaginação de seus leitores e eu diria, que ele consegue "induzir" o seu leitor a seguir o seu delírio de horror criativo. Lovecraft seduz e envolve a todos com situações e seres extraordinários, ambientes devidamente oníricos, fantásticos e macabros que certamente joga longe a tão comum realidade cotidiana dos humanos. A mente humana pode ser um profundo abismo de surpresas inomináveis.

Creio que os admiradores de Álvares de Azevedo e Augusto dos Anjos, vão adorar este escritor.

Denise MG

 

Para começar, vamos nos situar nos Estilos de Época da Literatura entre Portugal e Brasil, no quadro abaixo.

Portugal

Trovadorismo

1189/1198

Humanismo

1418

Classicismo

1527

Barroco

1580

Arcadismo

1756

Romantismo

1825

Realismo

Naturalismo

1865

Simbolismo

1890

Modernismo

1915

Brasil
 

Literatura de Informação

1500

Barroco

1601

Arcadismo

1768

Romantismo

1836

Realismo - Naturalismo - Parnasianismo

1881

Simbolismo

1893

Pré-Modernismo

1902

Modernismo

1922

 

Veja também :

 

Quero destacar aqui, trechos de contos de H.P. Lovecraft

 

Conto : ELE

"A lua cheia - seu maldito - seu... seu cão iuvador - vós os chamastes, e eles vieram atrás de mim! Calçados de mocassins - homens mortos - que Deus vos destrua, seus diabos vermelhos, mas eu não envenenei nenhum rum vosso - não salvei vossa magia pestilenta? - vós vos encharcastes sozinhos de vossa doença, malditos sejais, e ainda precisais culpar o cavalheiro - deixai vir, vós! Soltai esse ferrolho - não tenho nada para vós aqui - "

 

Conto : A cor que caiu do céu

"A pedra, magnética como era, devia possuir alguma propriedade elétrica peculiar; pois tinha "atraído o raio", como dissera Nahum, com singular persistência. Por seis vezes, em uma hora, o sitiante vira raios atingirem o sulco no quintal da frente, e quando a tempestade passou, não restava nada ali à exceção de um poço irregular ao lado da velha cegonha, meio obstruído pela terra desmoronada. A escavação não deu nenhum resultado e os cientistas constataram o fato do completo desaparecimento."

 

Conto : A fera na caverna

"Estaria minha salvação pronta a se realizar tão cedo? Teriam sido à-toa, então, todas as minhas horríveis apreensões, e o guia, notando minha ausência desautorizada do grupo, teria seguido meu percurso para me procurar neste labirinto de calcário? Enquanto essas questões agradáveis passavam pela minha cabeça, eu estava a ponto de recomeçar meus gritos para ser descoberto mais depressa quando, num instante, minha alegria se tronsformou em horror enquanto eu escutava; pois meus ouvidos sempre agudos, aguçados, então no mais alto grau pelo silêncio absoluto da caverna, levaram a minha compreensão entorpecida a inesperada e pavorosa consciência de que aqueles passos não se pareciam aos de nenhum mortal. "

 

Conto : Os ratos nas paredes

"Durante a guerra, nossa fortuna foi extinta e toda nossa existência foi alterada pelo incêndio de Carfax, nossa casa às margens do James. Meu avô, avançado em anos, perecera naquele atentado incendiário e com ele o envelope que nos ligava ao passado. Ainda posso me lembrar daquele incêndio como eu o vi, aos sete anos de idade, com os soldados federais vociferando, as mulheres gritando e os negros gemendo e rezando. Meu pai estava no Exército, defendendo Richmond, e depois de muitas formalidades, minha mãe e eu cruzamos linhas para nos juntar a ele."

 

Conto : O ministro malígno

"Senti uma espécie de perigo mortal e saquei o curioso projetor de raios como uma arma de defesa. Por que achei que ele me ajudaria, eu não sei. Apontei-o para ele - em cheio, no seu rosto, e vi o semblante pálido brilhar, no início com uma luz violeta, e depois, rosada. O ar de exaltação vulpina começava a ser escorraçado por uma aparência de medo profundo - que não eliminava por completo a exultação, porém. Ele parou onde estava - e aí, agitando os braços violentamente no ar, começou a cambalear para trás. "

 

Conto : O horror de Dunwich

Texto de introdução ao conto :

"Gorgonas, e Hidras, e Quimeras - histórias pavorosas de Celeno e as Hárpias - podem se reproduzir no cérebro da superstição - mas elas já lá estavam antes. Elas são transcrições, tipos - os arquétipos estão em nós, e são eternos. De que outra forma a exposição daquilo que sabemos, quando despertos, que é falso, poderia nos afetar? Será que naturalmente concebemos terror vindo dessas coisas, consideradas em sua capacidade de nos poderem infligir ferimentos corporais? Ó, mínimo de tudo! Esses terrores são de uma existência mais antiga. Eles datam de antes do corpo - ou sem o corpo, eles teriam sido os mesmos... Que o tipo de medo aqui tratado é puramente espiritual - que ele é tão forte quanto sem objetivo na terra, que ele predomina no período de nossa infância sem pecado - são problemas cuja solução poderia oferecer alguma percepção provável de nossa condição pré-mundana, e, no mínimo, uma espiada na terra de sombras da pré-existência."

Charles Lamb

Witches and Other Night-Fears

"Bruxas e Outros Medos Noturnos"

O conto : O horror de Dunwich... É dedicado aos estudiosos dos livros proibidos aos meros curiosos como o Necronomicon. Aos rituais, ao invocar das Bestas e Deuses, ao fim dos tempos, ao fim dos humanos... Esta é a direção deste conto.

DeniseMG

 

Biografia do Autor

Howard Phillips Lovecraft

Nascimento e Morte - 1890-1937

H.P. Lovecraft teve sua vida adulta no período do Modernismo Literário e ele combina a capacidade de provocar a ilusão de autenticidade e verossimilhança com as mais desvairadas invenções de sua arte. No seu universo literário povoam demônios, monstros, cheiros, sons, Deuses, rituais deste mundo e de outros mundos. Uma literatura densa porém, prazerosa de ler, pois prende o leitor em suas linhas de absurdo horror.

O reconhecimento de sua arte foi apenas atingido após sua morte, não lhe permitindo ver o seu próprio sucesso. Ele é conceituado como um dos grandes autores da literatura fantástica do século XX que influenciou certamente, muitos artistas contemporâneos. Muitas de suas histórias já foram adaptadas ao rádio, ao cinema e televisão.

Livros:

A cor que caiu do céu - contos

À procura de Kadath

Dagon

O horror de Red Hook

A maldição de Sarnath

Nas montanhass da loucura

E outros...

Agradecimento a Ana Kaya, pelo empréstimo do livro "A cor que caiu do céu"

Pesquisa e apresentação de DeniseMG

DeniseMG

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